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Projeto conjunto do CGI.br, Inmetro e Anatel mede banda larga fixa

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), em conjunto com o Inmetro e a Anatel realizou a medição da qualidade da banda larga fixa nas três capitais brasileiras com maior proporção de acesso à Internet: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A ferramenta thin client desenvolvida pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Tecnologia de Redes e Operações (CEPTRO.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), foi utilizada exclusivamente para a medição do Programa de Análises de Produtos do Inmetro.

Os critérios utilizados na medição de qualidade da banda larga fixa foram obtidos em comum acordo entre as empresas prestadoras de serviço de acesso banda larga fixa, suas associações, Inmetro, Anatel e CGI.br/NIC.br. A análise só iniciou depois da ciência de todos que seriam avaliados. Foram selecionadas as operadoras com mais de 10% do mercado em análise, utilizando dados da Anatel.

As conexões, no mínimo de três de cada operadora por cidade, foram monitoradas 24 horas por dia, por um período de dois a três meses, utilizando o thin client, integrado a um GPS, que via satélite fornece precisão no tempo necessário para realização dos testes. Quando necessário, também foi utilizado um modem homologado pela operadora.

No total, foram medidos 12 itens, dos quais o NIC.br, em consenso com o Inmetro e Anatel, relaciona os cinco de maior relevância para o usuário, sendo eles:

1. Velocidade média medida: a análise considerava satisfatória uma velocidade equivalente ou superior a 60% do total contratado junto à operadora. Segundo Fabrício Tamusiunas, Coordenador dos Projetos de Medição de Qualidade de Internet do NIC.br, “o critério estabelecido de 60% se deve ao fato de que 20% da velocidade já são inicialmente consumidos por protocolos técnicos de Internet (cabo ADSL, PPoE? , HTTP).”;

2. Perda de pacotes da Internet: a Internet é formada por um conjunto de pequenos pacotes que trafegam pela rede. O usuário depende de todos esses pacotes para ter uma Internet de qualidade. Caso algum desses pacotes se perca, o usuário começa a ter problemas. Um exemplo mais grave refere-se às falhas em transmissão de voz: uma vez perdidos, esses pacotes são descartados. O aceitável nessa medição é a perda de 2% dos pacotes transmitidos;

3. Disponibilidade: é aceitável que o serviço esteja disponível para o usuário navegar durante 99% do tempo. O máximo de indisponibilidade permitida era de 7,2 horas/mês. Eram excluídas situações como desastres naturais, ou caso o voluntário por algum motivo desligasse o thin client ou o modem;

4. Latência: os pacotes que formam a Internet, citados anteriormente, levam um tempo para chegar ao destino (usuário, servidor, usuário). A latência foi considerada boa quando o tempo de ida e volta do pacote era menor que 80 milésimos de segundo;

5. Validação de resolução do DNS: cada operadora tem seu servidor de validação DNS. Caso o usuário tente acessar uma página que não existe, o domínio tem de retornar uma mensagem de erro ao usuário. Em vez disso, em alguns casos, as operadoras podem direcionar esses usuários para páginas de anunciantes. Essa é uma prática comercial inadequada, que fere as normas e recomendações de utilização da Internet.

“Independente do resultado da avaliação das operadoras medidas, o maior ganho deste programa foi a movimentação das empresas prestadoras de acesso banda larga fixa para a melhoria de sua infraestrutura.” afirma Milton Kaoru, Diretor de Projetos do NIC.br.

Veja o relatório completo do Inmetro

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